como num passo repetitivo, ele precisa mostrar que a luta se vence por insistência.
um nocaute conquistado pelo cansaço.
então, pega suas luvas em mais uma manhã e inicia todo o preparo. todo o aquecimento para que ele mesmo não seja afetado por sua própria tática.
é que não adianta muito, a vítima, em sua condição, deve se render,
gritando ou não.
o embate só termina quando ele vence.
seja lá qual for o prêmio.
22 de janeiro de 2012
16 de janeiro de 2012
15 de janeiro de 2012
o calendário, os ponteiros do relógio e todos os números esquecidos
e se alguém perguntar, ela não tem respostas.
ela vai sorrir mais um sorriso
e vai dizer, como quem pede desculpas: aconteceu.
e acontece sempre, todos os dias. basta saber olhar.
ela vai sorrir mais um sorriso
e vai dizer, como quem pede desculpas: aconteceu.
e acontece sempre, todos os dias. basta saber olhar.
6 de janeiro de 2012
26.12.2011
porque tem hora que a gente esquece que é gente
e quer ser só gesto.
[palavra gritada de amô]
e quer ser só gesto.
[palavra gritada de amô]
2 de janeiro de 2012
sobre o cheiro do tempo
é que o vento bateu em nossa porta, amor
pra me dizer que de hoje não passa.
disse que devo tomar o meu sempre banho da manhã,
pentear os poucos cabelos que ainda me restam,
entrar em minha roupa menos rasgada
e, se puder, deixar a porta aberta.
assim, desse jeito rasteiro, é que o tempo vai vir me buscar
e dizer olá com o mais doce sorriso,
me levar pra passear e quem sabe, amor,
quem sabe no caminho eu consigo te encontrar...
26 de dezembro de 2011
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