15 de janeiro de 2012

o calendário, os ponteiros do relógio e todos os números esquecidos

e se alguém perguntar, ela não tem respostas.
ela vai sorrir mais um sorriso
e vai dizer, como quem pede desculpas: aconteceu.
e acontece sempre, todos os dias. basta saber olhar.

6 de janeiro de 2012

26.12.2011

porque tem hora que a gente esquece que é gente
e quer ser só gesto.

[palavra gritada de amô]

2 de janeiro de 2012

sobre o cheiro do tempo



é que o vento bateu em nossa porta, amor
pra me dizer que de hoje não passa.

disse que devo tomar o meu sempre banho da manhã,
pentear os poucos cabelos que ainda me restam,
entrar em minha roupa menos rasgada
e, se puder, deixar a porta aberta.

assim, desse jeito rasteiro, é que o tempo vai vir me buscar
e dizer olá com o mais doce sorriso,
me levar pra passear e quem sabe, amor,
quem sabe no caminho eu consigo te encontrar...

28 de novembro de 2011

pra dizer quem sabe.

eu te chamaria para dividirmos uma mesa,
alguns olhares
e muitas cervejas.
mas essa chuva que não dá trégua,
que não cessa nunca,
não me deixa se-quer usar essa desculpa.

2 de agosto de 2011

ela sou eu

sim. de vez-em-quando a gente aparece. toma nota de algumas pitadas especiais desse tempero gostoso da vida e continua cozinhando o arroz com feijão sem parecer que é o de sempre.

adoro pensar que um dia alguém vai ler estes vários cadernos espalhados por diferentes cômodos e vai traçar um perfil dessa cozinheira. e bem, eu só queria que pensassem ao ponto de não subestimarem a sentimentalidade à simples versos cuspidos. assim, como poetas forçados insistem em cravar lamúrias exacerbadas...

são poucas as vezes que a felicidade me fazem sair do lugar comum de somente viver e de ser terceiras, quartas, mil pessoas na escrita que não eu.

mas é que hoje está bem confortável sentir-me.