8 de fevereiro de 2010
1 de fevereiro de 2010
outra estória de ficção realística
tinha um medo tênue de perder aquele chinelo
calçava, machucava
tirava, ficava com os pés no chão.
não havia outro
não em furtacor
não assim, tão tortinho do lado esquerdo
pronto para calçar seu pé que não era 36 mas também não era 37.
poderia encostá-lo. dar um tempo.
foi essa a idéia.
inaceitável, ela pensou.
fez cara de quem não aguenta mais passar mertiolate
e se virou.
foi mesmo embora com as solas dos pés encostadinhos no chão.
calçava, machucava
tirava, ficava com os pés no chão.
não havia outro
não em furtacor
não assim, tão tortinho do lado esquerdo
pronto para calçar seu pé que não era 36 mas também não era 37.
poderia encostá-lo. dar um tempo.
foi essa a idéia.
inaceitável, ela pensou.
fez cara de quem não aguenta mais passar mertiolate
e se virou.
foi mesmo embora com as solas dos pés encostadinhos no chão.
24 de janeiro de 2010
uma carta pra você, gata

estridente seu modo de existir.
antes ao meu lado, onde posso guiar tuas mãos até as minhas.
agora que vocês são duas almas em uma mesma forma de ser...
eu queria era ver tudo crescer,
seus olhos de menina se tornarem de águia
tua fome de viver e nada mais a contar nos dedos
vadiagem desse destino.
a gente ia mesmo era por tudo pra quebrar
e os outros que se divirtam pra lá, porque neste mundo aqui, quem mandava era a vontade de fazer.
transformaram tuas asas em rodas
volta e traz nossa vida de volta.
e não precisa ligar pra dizer porque eu já estou mesmo esperando.
7 de janeiro de 2010
entre riso da bahia e os olhos do espírito santo
- ouviu?
ele disse ser uma fenda espacial. criou palavras em cima de cada uma já escrita nas placas. acelerava, queria sentir o cheiro daqueles malditos eucalípitos. olhava pra trás e ria. era felicidade, eu sei. lugar desconhecido. "eu vou fumar tudo. vou fumar todo mundo da fronteira". e ia mesmo. levou uma par de chinelos e de amigos. levou os próprios olhos como máquina fotográfica. tá-tudo-aqui.
- temos hora pra voltar.
- não se preocupe. eu levo suas coisas rio adentro. duvida que te trago um pedaço da lua?
... aliás, quem duvida?
ele disse ser uma fenda espacial. criou palavras em cima de cada uma já escrita nas placas. acelerava, queria sentir o cheiro daqueles malditos eucalípitos. olhava pra trás e ria. era felicidade, eu sei. lugar desconhecido. "eu vou fumar tudo. vou fumar todo mundo da fronteira". e ia mesmo. levou uma par de chinelos e de amigos. levou os próprios olhos como máquina fotográfica. tá-tudo-aqui.
- temos hora pra voltar.
- não se preocupe. eu levo suas coisas rio adentro. duvida que te trago um pedaço da lua?
... aliás, quem duvida?
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